Como o BI aplicado à cobrança transforma a recuperação de crédito

BI

Após um período próspero, a instabilidade econômica que ronda o mercado nacional trouxe consequências diretas para as empresas de cobrança e contact centers. Anteriormente, em um contexto positivo com previsões otimistas, muitas pessoas aproveitaram para adquirir novos bens e optaram pelo parcelamento ou pelo crédito como meio de pagamento. Contudo, de acordo com a Pnad, entre fevereiro e abril, a taxa de desemprego alcançou 8%, representando o maior índice do período desde 2012, quando a pesquisa foi criada. Isso se traduz em 8 milhões de desempregados e, muitas vezes, no acúmulo ou na criação de dívidas. Por isso, cada vez mais é necessário que as empresas conheçam as possibilidades do BI aplicado à cobrança.

Neste período de crise, quem tem dívidas não está conseguindo pagá-las, e quem antes era bom pagador está devendo. Segundo dados da Serasa Experian, entre junho e maio, a inadimplência do consumidor subiu para 5,9%. Em comparação ao mesmo período do ano anterior, a alta foi de 23,4%. O principal aumento se deu na inadimplência não bancária, com elevação de 10,2%. O estudo mostrou ainda que a soma total das dívidas dos 55,6 milhões de brasileiros ultrapassa os R$ 234 bilhões, com o valor médio de R$ 4,2 mil por inadimplente.

BI aplicado à cobrança: Recuperação de Crédito inteligente

Em decorrência disso a aplicação do Business Intelligence (BI) na análise e estudo de casos desempenha um papel essencial na ajuda às empresas para o atendimento dessa nova demanda de forma mais inteligente e estratégica, mostrando-se como um meio  de alcançar a redução de custos aliado ao aumento de produtividade.

Muito embora as ferramentas de Business Intelligence (BI) sejam úteis para extração e análise de dados por meio de tecnologias e métodos, as empresas de cobrança  precisarão adotar uma nova cultura estratégica onde, o acesso fácil às informações, o histórico de acionamento e as métricas do sistema serão aliados na obtenção de resultados.

No BI aplicado à cobrança, as métricas selecionadas necessitam ainda de uma padronização para obter um histórico confiável dos principais indicadores de cobrança. O comparativo do histórico e das métricas é que irá mostrar para os gestores os índices responsáveis por otimizar os resultados da operação. Por isso, a avaliação das informações deve ir além da classificação positiva ou negativa dos perfis avaliados. Deve-se determinar perguntas básicas, sua utilização e contexto para realizar estudos de períodos e perfis.

O uso dos dados do próprio cliente é o começo de um trabalho de BI aplicado à cobrança. Partindo das informações cadastrais, é possível averiguar quais os serviços de maior interesse, os produtos ou serviços com maior inadimplência, a mudança do status dos clientes, períodos do ano com maior e menor receptividade, entre outros. Dessa forma, o gestor poderá analisar os relatórios, disponibilizar informações para os colaboradores e traçar um planejamento estratégico de cobrança. A avaliação do perfil, do produto e das variáveis, estão entre os métodos mais confiáveis de elaboração de abordagens assertivas. Embora requeira uma demanda superior de trabalho e projeção, ao final, o BI aplicado à cobrança apresenta resultados sólidos e contínuos.

FONTE: Televendas e Cobrança

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